Conversar, conversar, conversar. Como pode uma conversa ajudar?
Embora não sendo solução, perguntar a alguém e fazê-lo falar sobre o que sente atenua significativamente os seus sentimentos de isolamento e angústia, reduzindo, assim, o risco (...) (em Questões frequentes)
O suicídio é sempre uma experiência extremamente traumática para os amigos e familiares, mesmo que quem tente o suicídio pense que ninguém se preocupa com elas. Além (...) (em Questões frequentes)
Como saberei se alguém com quem me preocupo tem pensamentos suicidários?
É frequente as pessoas com comportamentos suicidários darem sinais de alarme, consciente ou inconscientemente, esses sinais que indicam a necessidade de (...) (em Questões frequentes)
Factores de risco ou facilitadores
Psicopatológicos
Depressão endógena, esquizofrenia, alcoolismo, toxicodependência e distúrbios de personalidade;
Modelos suicidários: familiares, pares sociais, histórias de ficção e/ou notícias veiculadas pelos (...) (em Procura apoio?)
A Sociedade Portuguesa de Suicidologia (SPS) foi fundada em 2000. A SPS tem como objecto social a actividade científica, cultural e social, o aperfeiçoamento humano, organizativo, técnico, ético e de formação, a investigação, promoção e educação para a saúde, a concepção e a execução de projectos no domínio do estudo e investigação do suicídio e condutas suicidas.
As razões para a sua fundação continuam presentes: desenvolver a suicidologia visando prevenir os comportamentos suicidários em Portugal.
Desde 2000 houve um aumento claro das mortes por suicídio. Podendo haver dúvidas quanto à explicação, há certezas quanto aos números e esses apontam, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas, para o dobro de suicídios no século XXI relativamente aos anos 90. Apesar das taxas em Portugal serem das mais baixas da Europa, a sul de Santarém atingem dimensões preocupantes no que aos idosos diz respeito. Mas, os jovens também são protagonistas, sobretudo se falarmos de comportamentos para-suicidários. Contudo, os efeitos deste tipo de comportamentos vão muito para além dos protagonistas directos atingindo famílias, colegas de escola ou trabalho ou a comunidade próxima. Estamos perante um problema de saúde pública como não deixa de ser referido pela Organização Mundial de Saúde.
Fenómeno complexo e multifacetado, o suicídio implica, para a sua prevenção, um envolvimento de todos os agentes sociais. A saúde e outras variantes de âmbito social são imprescindíveis para uma estratégia de prevenção. Em Portugal o diagnóstico vem sendo feito ao longo dos anos. Urge agora um Plano Nacional de Prevenção do Suicídio. Um plano suficientemente abrangente que permita a caracterização do fenómeno e defina medidas universais, mas capaz de permitir intervenções selectivas e específicas onde as identidades sócio-culturais o justifiquem.
Sabemos que uma sociedade em crise económica será um factor de risco acrescido mas, se houver coragem de transformar a crise em oportunidade, talvez possamos começar a construir desde já um Plano Nacional de Prevenção do Suicídio e assim contribuir para uma eficaz prevenção, conforme o anunciado no Plano Nacional de Saúde Mental 2007-2016.